EDUCAR É PRECISO.
Apesar de já ter sido dito e repetido há décadas, nunca é demais lembrar que só através da educação o Brasil chegará ao patamar de desenvolvimento humano aonde as nações com melhor índice de IDH chegaram. O atraso da educação em nosso país, agravado no período da ditadura militar, onde intelectuais, professores, em especial na área de humanidades ( Filosofia e Sociologia) foram duramente perseguidos, fizeram com que houvesse graves repercussões com danos na estrutura educacional e pedagógica em nosso país, fazendo com que hoje estejamos amargando uma verdadeira catástrofe, face às recentes estatísticas, que nos colocam entre os piores desempenhos no ranking mundial.
No caso do município do Rio de Janeiro em que ha quase duas décadas se impetrou um verdadeiro desmanche na estrutura pedagógica da rede municipal, o atual prefeito tem uma tarefa de reconstrução imensa. O ex-prefeito Cesar Maia ao instaurar a aprovação automática, a baixa qualidade da alimentação das escolas, nenhum esforço concreto para aumentar o tempo de permanência dos alunos nas escolas, degradação das condições prediais com manutenção e conservação insuficientes, deixou uma herança nefasta para a atual administração. Embora estejamos em início de uma nova gestão, vemos com preocupação a permanência de colaboradores e defensores da política educacional do governo passado em funções e cargos de confiança, onde apesar de conhecerem os problemas presentes, fingem desconhecê-los, se escondendo por detrás de discursos elaborados onde a forma solapa o conteúdo. Belos discursos vazios, que iludem a população e até profissionais capazes tecnicamente, mais ingênuos intelectualmente. Muitos da antiga gestão continuam em seus postos agarrados como carrapatos, a se alimentar, pela lentidão das mudanças necessárias, na estrutura municipal de educação (SME); essas figuras instaladas na rede municipal mudam de idéias como quem muda de camisa, verdadeiros camaleões, e ao invés de servirem á educação servem-se dela. No entanto não sabemos até que ponto se engajarão as novas propostas transformadoras que o ensino básico necessita, e a atual gestão deverá implementar.
Uma das medidas lamentáveis do ex-prefeito Cesar Maia, das quais essas figuras foram cúmplices, foi no final do ano de 2006 proibindo que os pré-vestibulares comunitários utilizassem os espaços das escolas públicas municipais para suas aulas, sob alegação de que havia “falta de recursos orçamentários para manter as escolas abertas no final de semana para essas iniciativas comunitárias”. Porém os verdadeiros motivos foram que dentre as disciplinas ministradas no vestibular estava “cultura e cidadania” onde se dava noções de cidadania, democracia, bem comum, direito constitucional, direito administrativo e voto consciente. É claro que esse tipo de formação incomoda àqueles políticos que não tem compromisso com a democracia do conhecimento. Esperamos que no tempo certo o prefeito Eduardo Paes reverta essa medida, e mesmo possa expandi-la, pois com isso contará, com certeza, a seu lado com novos formadores de opinião.
Nós que confiamos e acreditamos, desde o início, no programa para a educação e nas propostas de uma gestão moderna, saneadora e conseqüente apresentada pelo então candidato a prefeito Eduardo Paes, estamos juntos, ombreados e a sua disposição para colaborar no sentido de fazer com que sua atual administração seja uma referência nacional.
Amaury Cardoso.
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